17 setembro 2008

Melodia Oculta

Amor amordaçado no ermo de minh’alma
Sem saída meu coração inerme
Nas nuvens luzentes tropeça
Do céu inefável de minha quimera cai.

Calem-te ! Oh! Olhos teus
Anseio e temo ouvi-los
Tão solene sois quanto sombrios
Ao olhar os mórbidos olhos meus

Apesar de já ser tão tarde
Teus olhos mudos
Tua boca cega
Para um infinito etéreo me carrega
Num silêncio mágico que já diz tudo.

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