sábado, 7 de novembro de 2009

A um outro poeta morto

Tatuou uma zona nas costas.
Surtou! Ouviu tanto as bubiças do mundo que surdou para o mágico da vida.
Era um puto poeta, vivia nos bares,soltava fumaça nos ares.
Sentia seus pêlos arrepiados quando ouvia o barulho do seu zíper relaxado se abrir devido ao crescimento da sua imaginação.

Novos S's

Sossego sutra.
Sacanagem sutil.
Saúde! Saudemos o sexo
Senhorio de solidariedade
Saudade da suruba
Sofrida,saída e safada.

Meninice

Chiclete colado debaixo da mesa
Bolinhas de meleca do nariz
Barba com espuma de shampoo
Sal nas lesmas
Pacto de cuspe
Camping in sala
Puts puts como pagador de luz
Pinturas rupestres na geladeira
Pintura surrealista na parede
Refrigerante emlatinha de cerveja.
E você!@#$$%¨¨&*()_+"""}{``P^^>:<|||

sábado, 17 de outubro de 2009

Ele reafirmou o que eu já sabia,o alcool era a pior de todas as drogas,e fodas para a ortografia e gramatica,esse teclado não me permite tantas regalias.
Beatles e os pés molhados, frios entre as pernas,saudade das ultimas noites aquecidas,melhor dizendo, fervorosas.
Ainda consigo me sentir sozinha mesmo entre tantas pessoas.

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Pira gastronômica














Lembrou como se fosse ontem, a mania nada ardilosa de aumentar os batimentos cardíacos.
 Não conseguia esquecer.
Bebia para esquecer, bebia para lembrar.
Mora hoje em uma das suas vísceras cansadas, um sentimento que balbucia rumores intuitivos de que nem tudo que ocorre pelas noites da cidade procede de um simplismo vil.
Não ignora a tamanha responsabilidade que seus devaneios lhe causam, a reconhece e porventura lhe coloca no patamar de um inimigo, que merece e deve estar perto o suficiente para ser observado. 
 Fim se Setembro, sonhava com os ipês.
Almejava que o Sol de primavera abrisse  a janela do seu peito.
Delírios, especiarias, paixão, Kiwi com cerveja e chocolates em casos isolados.

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Beijo na boca não!

Tão doce ele é,
Nunca havia me negado um beijo na boca.
Mas ontem negou.
Onde estará aprendendo tanta gíria? Nem fala direito
Me chamou pelo nome e disse na boca não!
Qualquer um pode me chamar pelo nome menos ele
Estou arrasada, posso ser rejeitada por qualquer homem
Mas por ele não!
Quando nasceu as 17:13 do dia 27 de Julho de 2006
Um lindo pôr-do-sol me contou das maravilhas que o cheiro da placenta me traria
E agora meu filhote, minha cria não quer beijar a boca da própria mãe.

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Um conto e ponto.

As pernas estavam bambas, o fato de dormir no ônibus despertou o teor alcólico adormecido  nela pela grande e bonita xícara de café com canela que tomara naquela manhã. O rosto era de ontem, amassada, literalmente, precisava de um banho para  retomar as forças, era só nisso que pensava enquanto descia do ônibus.
Desceu, os pensamentos  borbulhavam na cabeça, caminhava protegendo os olhos do brilho do sol. As chaves haviam desaparecido na enorme bolsa, e estava perdida em meio sua cinta. Nessa hora pensou, como se se importase com isso: " Além da cueca uma cinta! Puta que pariu,mas também não achei que fosse ser vista nua, e se soubesse, não teria tempo nem dinheiro nem vontade de fazer uma lipo, fodas, que pensamento é esse? Eu não estou me reconhecendo."
Abriu a porta e depois a geladeira, levou ao forno a batata que havia feito no dia anterior, batata com molho de  milho e queijo, estava boa, o queijo derreteu, comeu três pedaços e tomou um copo de suco pensando em algum prato que levasse leite materno nos ingredientes, claro, teria ressalva, a idéia não era dela. Não seguiu com esses pensamentos, tirou a roupa mais que depressa para tomar o tão desejado banho daquela manhã, quando sente o cheiro de sexo na sua cueca, ela ultimamente preferia as cuecas, eram mais confortáveis. Suas narinas estavam sendo acariciadas com aquele cheiro, não era fedido, era excitante, continuou cheirando, levantou, olhou-se no espelho, seu cabelo estava terrível, mas não iria lavá-lo. Colocou a toca , jogou a cueca no corredor, em cima do seu vestido e ligou o chuveiro, no morno. O chuveirinho lhe massageava, diminuiu a quantidade de água para aumentar um pouco a temperatura, e aumentou, gozou olhando-se no espelho e depois ficou corada, envergonhada consigo mesmo. Após lembrou-se de duas coisas:  " Se masturbar é fazer sexo com  a pessoa que você mais ama." Wood Alen, mas um orgasmo em conjunto é coisa rara.

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Outra vez.

Passou a mão no meu rosto de leve




Colocando o cabelo atrás da orelha



Enquanto me falava uma merda qualquer que não me lembro pois não era importante



Colocou as duas mãos no meu ombro



Quando derepente me segura os cabelos num penteado tipo rabo de cavalo



Me vira de costas e puxa o meu corpo contra o seu



Roçando-se com vontade e levantando o meu vestido de verão sem a ajuda das mãos



Me beijando o pescoço



Ainda segura meus cabelos com uma mão enquanto tira minha calcinha com a outra



Me vira com brutalidade e solta meus cabelos



Me beija a boca e faz um elogio sobre meus cabelos longos



Depois senta no sofá à minha frente e fica me olhando enquanto cheira minha calcinha.

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Nada de dicas.

Gesticulava bailando suas narrativas,
Me lembrava um dos cavaleiros do zodíaco, sem a cabeleira, mas com bela barba e óculos.
A diversão mora nos seus dedos magrelos,
Ruins com os desenhos,
Bons com as cordas e o que mais?

domingo, 13 de setembro de 2009

Mr. Sir morreu.

Ele anda com passos tranquilos, pesados, firmes, mas também cambaleia

Ele impetuoso, voraz, mesclando suas penetrações com sexo oral e conseguindo observar que fiz a sombracelha

Ele mordendo, com força pra tanto e sem força para pouco, ainda consegue sentir falta dos meus " te amo " depois do gozo

Ele mesmo tentando me levar pra cama não esquece do chocolate

Ele mesmo tocando as partes quentes, aquece as geladas carnes expostas
Me acaricia os cabelos e as nádegas simultaneamente

Ele não me deixa esquecê-lo
Por simplesmente ser ele.
Acordou, olhou para o lado

Uma grande remela embaçava tudo

Mas nem assim conseguia ser feio

Sua barba roçava em mim

E eu sentia todos os arrepios possíveis para um mortal.
Cuspa marimbondos

Soltando a bruxa

Descendo do salto

Aperte os cintos

Uma pedra no sapato

O circo pegou fogo

Santo desconfiado da esmola

Dia de sol e casamento de viúva

Lembrar  dos nossos banhos de chuva me dão depressão.
Eu sabia que você seria a mais reles vadia nesse subúrbio do meu coração,

Me contaria todas aquelas mentiras fabulosas, me faria acreditar que sou bem dotado, bem amado e apessoado.

Já esperava contar os pingos das suas pequeninas calcinhas pingando no varal,

Você maravilhosa batendo as cinzas do seu cigarro de canela e eu me misturado com elas num cinzeiro anímico.

Planejei tudo, queria um fim orgásmico para aquela novela da vida real.

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Salve os Ipês!

A margarida varria as pétalas dos ipês que enfeitavam o chão
O vento era frio ,mas os raios de sol já eram bastante quentes pra aquele horário da manhã
Lembrei-me logo das enormes folhas secas que caíam daquela árvore quando os ventos de Setembro bailavam seu tronco. Minha vontade era de sentar nas suas raízes, ler alguma coisa tipo Shakespeare e comer uma pêra, ou uma maçã verde, enquanto isso ver borboletas perto dos ipês floridos.

terça-feira, 1 de setembro de 2009

País das maravilhas.

Íntimo e desconhecido

Fervendo embaixo daqueles lençóis

Egoíco a beijar minha nuca enquanto eu olhava a outra cama

Quantos gozos meus sonhos me trazem?

No íntimo e desconhecido país das minhas maravilhas.


quinta-feira, 27 de agosto de 2009

O som dos três S´s

Eu , prenhe de um louco amor monstro,
Renascido do sêmem, suor e sangue daquelas horas , adoráveis por sinal
Agora estava comtemplando o aborto do meu feto na frialdade solidão da minha Quinta-Feira.

sábado, 22 de agosto de 2009

Prepucio

Alvorada abria o horizonte
Aurora anunciava a primavera
Prepucio fulminante irradia
Crepusculo em meio nossas pernas.

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Chocolate com pimenta!

Chocolate com pimenta!
Assim ela o definiu, depois de ardentes confissões minhas sobre ele.
Após ver uma foto do homem que o descrevia como semi-deus
Surpreendeu-se , claro!
Não me conhecia o bastante para saber que ele era como dizem as mocinhas por aí : " o meu número".
Entre o silêncio daquele dia que em breve estaria ruidoso, os risos, as lamentações, e muitas confissões descabidas enfeitam mais um dia que não pretende ser um conto de fadas.

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Incrédula

Quando a dor apresenta uma forte emoção

Se corta seus calcanhares com faca de pão

Adubo para as plantas

Sol para costas

Passeio para família

Sono pra cabeça

Do que essa poesia fala mesmo?

domingo, 9 de agosto de 2009

Avassaladora tempestade
Um noite ou varios dias
Se cabe a mim reponder
Diria ambos.