23 novembro 2008

Sexta à noite

Sentada na mesa de um bar, sozinha
Brincando com a marca dos copos gelados na mesa
Pensando nas necessidades que brotam de dentro de todas as mulheres
Como aqueles matos que mesmo depois da capina voltam a nascer
E crescem velozes e nem tão furiosos
Rabiscando guardanapos , pensando em noites passadas
Copo vazio, eu olho pro lado
Bar também vazio
Não faz mal, esses cinzeiros são asilos de mágoas
Me contam muitas histórias
De becos, mijos, espermas, lágrimas e sangue
Não necessariamente nessa ordem
Não exatamente com mágoas
Hoje mais um dia se arrasta comigo.

Nenhum comentário: