20 janeiro 2009

Monólogo a Cyr

Depois do gozo mútuo

As lágrimas singulares caiam

E Cyr as secava com a língua,

Não era um consolo

Nem um desalento

À noite, Cyr ainda estava lá,na cama desarrumada, em seus fios de cabelo

E o travesseiro molhava-se

Sem que desta vez o pranto fosse contido, por ela ou por ele

Contraiu-se na cama, nem o frio da madrugada a fez levantar

O cobertor não seria o suficiente para esquentar a cama

Ainda escuro, o despertador insistente lhe sacode

No espelho do banheiro se via, só, mais só do que nunca

O vazio lhe enchia a cabeça de detalhes, de muitos e antigos detalhes

Ela tinha os cabelos castanhos.

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