27 março 2009

Meu velório

Quando morrer não quero velório
Quero uma festa, com muita farra
Muito vinho, muito chocolate e músicos
E melodias, sonetos e poesias.
Quando morrer não quero drama.
Lágrimas de satisfação sincera
Muito afeto, amor, prazer
Pouca gente, muita sintonia
Sol de verão na janela
Frio de inverno na canela.
Quando morrer não quero ser enterrada inteira
Quero meus pedaços espalhados por ai
Minhas vísceras como adubo nos jardins floridos
Meus olhos engolidos por um peixe vivo
Minha falsa fama nas bocas sujas e medíocres
Meu amor nos copos esvaziando
Minha imagem nas mentes desaparecendo.

Um comentário:

cacos poéticos disse...

"...E ainda vão dizer que nunca viram
pessoa tão boa assim."
Mantenha as chamas altas!
Abraços!