03 janeiro 2010

O lar doce lar

A lâmpada queimou.
Me lembrei do tapete esquecido em cima do guarda-roupas e de tudo que a poeira me trazia de volta.
Um mosquiteiro rasgado,uma caixa de sapatos vazia,e uma foto antiga, bonita cheia de bosta de inseto. Fazer faxina incluia destruir as obras de arte das aranhas,mas quem paga o aluguel sou eu.
Trocar a lâpada exigia coragem, equilibrio,e eu já andava bem bamba por essas bandas do final/ inicio do ano, um tombo seria uma piada para minhas crias.
Jantamos no escuro, era mais romântico.
Em alguns momentos marido faz falta.

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