23 março 2010

Ave noturna

Eu não me despi por inteiro,


Talvez envergonhada por minhas formas arredondadas;

Talvez inquieta com uma segurança louca em dormir com um desconhecido.

Vontade imensa de me entorpecer ininterruptamente naquele prazer orgástico ,remanso impenetrado !

Ficar fazendo qualquer coisa que contesse o seu toque, a sua pele afável, suas palavras doces

Um mistério a sondar aqueles olhos longinquos, aqueles dedos compridos e impetuosos

Aquele maxilar barbeado, esculpido na libido.

Um complexo de arte,sútil e viril.

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