02 maio 2012

Sobre mim

Poesia erótica não é reflexo de carência sexual

Essas análises psicanalíticas tentam extrair ou te enfiar goela abaixo um estereótipo

Eu só posso falar por mim!!!

Nas muitas línguas que possuo quando brinco de Deus com as minhas palavras

Eu só posso falar de mim!!!

Eu crio e destruo vários sentimentos a todo momento

E o que sempre se renova é a fome de amor

De um “poeta fingidor”

Amor no sentido mais completo da palavra, que é também aquela necessidade fisiológica de sexo, de cheiros, de olhares, de palavras

Ser senhora de si mesma implica em não se dar ao luxo da tristeza

Mas quem tem tudo que deseja?

O último homem por quem eu realmente me interessei me cativou e me deixou

E essa fome de amor não lhe dá privilégios para que se aproxime

Para que invada minha cozinha

Me fale de temperos sem ter a sua própria temperança

Eu quero um homem no cio, que sinta por mim o que eu sinto pelas estrelas.



2 comentários:

Paulo Siuves disse...

Fantástico... Auto-analítico e definitivo! Simples.

Estrela disse...

Disse tudo, garota!´Concordo plenamente com tudo que você escreveu.
Abraços.