04 outubro 2012

Artemanha


Vem, me solta
Arranque-me um pedaço nas costas
Assopre seu hálito destilado
Ouça meus ossos assoviando ao seu lado.

Vai, me larga
Não diga  nada!
Quebre a escultura, arranhe a moldura
No meu ateliê não há mais vaga.

Volta, me suja
Há algo em mim que quer ser só seu
Venha destilar seu hálito com o meu
Esculturar  seus ossos na minha moldura

Amansar esse desejo alado
Meu sexo, meu sangue e meu suor te pertencem
Planta no meu umbigo a sua semente
E não partas sem dizer Adeus.

Um comentário:

Corcel disse...

Isto é tão sublime, que nem sei o que dizer sobre, fiquei apaixonado:**


http://corceldefogo.blogspot.com.br/