25 outubro 2012

O Encontro


Sangue, suor e sêmem
Escorrem das minhas entranhas
Se misturam em nossa pele
Ao fator que nos repele
À substância de todas as substancias

Sangue, suor e sêmem
Soam suculentos aos seus ouvidos
Pela sonoridade deles já ouço os gemidos
Do ranger de dentes amarelados

Sangue, suor e sêmem
Eu grito!!!
E vejo o asco na sua baba
Nossa pureza é inventada
E com doçura eu repito

Sangue, suor e sêmem
Saem da minha boca
Com a mesma naturalidade absurda
Que nascem os rinocerontes


2 comentários:

HerrBrandt disse...

UAU! Creio ter sido uma das coisas mais inusitadas que li ultimamente, e isso é um elogio. Conseguiu surpreender a cada verso e a sensação ao ler, é de ser jogado de um lado para outro, entre a languidez "donzelística" e a podridão vulgar de um bordel barato. Que cerveja você prefere? rss

Patricia Alhures disse...

A suavidade da carne em constante putrefação.
Cerveja quase todas,principalmente as fortes, as amargas e as escuras.Rs