17 junho 2014

Mais um ano para Syr

Syr era, é, foi, e será um ser imaginário para minha fome poética
Um pseudônimo de um amor anônimo
Um apelido amoroso que seria só nosso
Pois eu precisava de algo que remetesse à posse do que eu jamais teria

Syr era minha pedra preciosa, minha ágata valiosa, a pedra no caminho
Muito mais atraente pela sutileza de alma
Pois até chegar à cama, muitos poemas viemos a produzir

Syr me conhecia bem, nossos demônios se acalmavam
E da fúria ao contentamento
Eu me despedia constantemente, a dor de ficar era menor do que partir

Algo mágico naquela pedra, um laço me (se) amarrou
Mesmo não sendo meu, a fome nunca morreu
Syr ainda ressoa como uma barriga faminta

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