09 fevereiro 2015

Meu caro Arnaldo,

Meu caro Arnaldo,
Como são duros os dias em que a solidão me abate.
Eu era uma mulher romântica
Esperava ganhar flores fora das datas comemorativas
Queria um homem que beijasse meus pés
Por contemplação, por tara...
Queria um homem que me levasse a lugares diferentes
Onde eu pudesse anunciar discretamente aos seus ouvidos em plena mesa de jantar
Que estava sem calcinha, apenas de vestido.
Queria um homem meu para acordá-lo diariamente com um linguajar poético, com trema.
Ai Arnaldo!
Mais do que tudo acho que o amor é sorte.
E não questão de procura, mas sim de encontro
Assertividade.
Eu nasci com saudades de mim.
Acreditava lá no fundo que existiam as metades
Procurei mas não encontrei
E o que é o meu sexo sem o meu romantismo?
Não é nada, muito menos amor.

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