09 março 2015

Um homem de novo

Ele deve ter usado dos seus dotes românticos para tentar esconder aquilo que ela nunca saberá
Ela deve ter gostado da energia, dos pequenos mimos
das palavras de amor febril que o sensato companheiro lhe dedica nas datas especiais
Os caminhos aparentemente tortuosos pode ter fortalecido o amor dos dois
Ele pode em algum momento lembrar dos seus devaneios poéticos
Como um sonho fugaz invadido com sua permissão por uma fêmea efêmera
Que não desejou o desfecho rude e indelicado
Ela parece gostar das declarações públicas de amor
Que sempre são boas para o ego
Ele deve usar muito detergente para lavar as vasilhas quando cozinha
Ela deve guardar a camisola da noite de núpcias para dias estratégicos
Ele deve lamentar por tê-la traído em pensamentos e palavras
Atos e omissões, por sua culpa, sua máxima culpa
Ela não poderia desconfiar do improvável
A culpa é dele, ele poe em quem ele quiser

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