26 dezembro 2015

O quarto amor

Poemas intermináveis
Frases inacabadas
Vai e volta
A vontade de falar do infindável contentamento em tê-lo por perto
Seja com ou sem roupa
A química perfeita
Atração de pedra bruta
Lapidada com os orgasmos nos becos fedorentos da cidade
Bem antes da primeira noite (dia)
Cada toque me viciava
Como quem usa um pouquinho com medo de ir até o final
Amor longe dos padrões
Paixão sustentável
Renova-se depois de uma década
Recebe essa colocação pela ordem cronológica dos meus desabores
E embora seja um, já teve várias colocações e ápices
Com meus 20 anos
Eu mau conseguia esperar o fim do dia
Para vê-lo e tê-lo dentro de mim
Como uma fome que só o amor dele alimentava
Mas não era só meu
Talves tenha sido por alguns dias de sol e mar
Filho e pai de várias poesias
Me arrancou muitas lágrimas de riso, choro e orgia
Esteve longe como um filme antigo que vale rever
Esteve perto como um clássico que não dá pra perder
Basta um beijo
Um sonho
Um velho íncubo
Uma velha ágata
Um toque
E as borboletas do meu estômago molham meu jardim florido.



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